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O que é um aplicativo multiplataforma?

Em 1997, o Nokia 6110 incluiu a primeira versão do jogo “Snake”, o famoso jogo da “cobrinha”, considerado por muitos o primeiro aplicativo de celular. Desde então, os aplicativos evoluíram muito e é muito difícil imaginar um mundo sem eles, pois os “apps” (aplicativos para software – lê-se “épi”) conseguem oferecer diversas ferramentas para os usuários.

Atualmente podemos baixar aplicativos que nos auxiliam em tarefas do dia-a-dia, nos entretém de alguma maneira e até permitem novos aprendizados digitalmente. Todos esses avanços foram possíveis por conta da evolução tecnológica, em especial  nas áreas como a Programação.

Cá entre nós, você já ouviu falar sobre Aplicativos Multiplataformas? A ideia de “multiplataforma” parece muito interessante, mas ela pode deixar algumas dúvidas. Então, vem comigo entender mais sobre o assunto! 😊

O que é um aplicativo?

Antes de falar sobre “Multiplataforma” vamos explicar um pouquinho mais sobre aplicativo. Um “app” é um tipo de software que pode ser instalado em um computador, tablet, smartphone ou em outros aparelhos, e que oferece alguma função específica para o usuário. Hoje estamos muito habituados com apps de várias categorias, como entretenimento (Netflix, Spotify, Amazon), redes sociais (como Facebook, Instagram e Tiktok), jogos (como Candy Crush e Wild Rift), apps de produtividade (como Calendários, Google Drive, Office e apps de bancos), entre uma infinidade de outras categorias.

Na construção desses apps, existem vários tipos de tecnologias, entre elas: Web-based apps, Native apps e Hybrid apps. Os “Web-based apps” são aplicativos que necessitam da internet para o seu funcionamento completo. Por exemplo, o aplicativo do serviço de streaming Netflix é um web-based app, pois não é possível explorar o serviço por completo sem estar conectado.

Os web-based apps, normalmente, não demandam um alto espaço e esforço da memória do dispositivo (Celular, Tablet, computador), pois suas bases de dados estão armazenadas em servidores online.

Os “Native apps” (Aplicativos nativos) são aplicativos criados especificamente para um sistema operacional (como iOS, Android, Windows etc.). Por exemplo, o aplicativo de calculadora de um Iphone não funciona em um dispositivo Android pois o aplicativo é nativo do sistema iOS.

Além disso, os aplicativos nativos costumam conseguir interagir de uma forma mais fluída, mais responsiva, mais adequada (ou seja, redundantemente mais “nativa”) com outros aplicativos do próprio sistema para realizar operações. Por exemplo, por um aplicativo de Mensagens de um celular Android é possível enviar a sua localização atual, que é registrada pelo aplicativo de GPS (Localização) do celular. Percebeu a sintonia entre os apps? 😆

Muitos aplicativos nativos funcionam off-line, sem a necessidade de internet, como os aplicativos de Calculadora, Mensagens, Fotos, e Calendário.

Já os “Hybrid apps” (Aplicativos multiplataformas) unem as aplicações dos “Web-based apps” e “Native apps” e conseguem usar uma base de código única que pode ser integrada em várias plataformas. Eles são mais fáceis de serem criados, mas apresentam performances menores do que os outros tipos de apps mencionados. Novamente podemos usar a Netflix como exemplo aqui, pois ela é um Web-based app e também foi construída como um Native App, pois possui versões nativas para cada sistema operacional, seja: Android e IOS ou como no WebOS da LG ou no Tizen da Samsung, que são sistemas operacionais de SmartTVs.

Os aplicativos multiplataformas

Agora que você sabe mais sobre o conceito de aplicativo, vamos entender mais sobre o que são aplicativos multiplataformas. 😊

Os aplicativos multiplataformas são apps que conseguem funcionar em mais de um sistema operacional sem que tenham sido construídos individualmente para cada sistema operacional. Por exemplo, o aplicativo multiplataforma de navegação online Firefox possuí o mesmo aplicativo tanto para celulares com Android ou iOS, ou seja, é possível acessar as mesmas funcionalidades e interface do aplicativo em um iPhone ou em um celular Android.

Os aplicativos multiplataformas possuem um custo menor de produção e por um único código fonte é possível fazer mudanças no app. Essas mudanças são aplicadas rapidamente em todos os sistemas operacionais nos quais os aplicativos se encontram e conseguem aperfeiçoar a experiência dos usuários.

Entretanto, mesmo sendo aplicativos muito interessantes, os aplicativos multiplataformas apresentam alguns problemas. Um exemplo é que, por precisarem funcionar em mais de um sistema operacional, eles podem não funcionar excelentemente em todos os sistemas desejados.

Como eles possuem suas próprias interfaces é comum que uma certa funcionalidade ou seção do aplicativo funcione bem em um sistema e mal em outro, especialmente, pois entre os celulares iOS e Android existem mais de dez tamanhos de telas diferentes; a otimização geral acaba não sendo fácil (mesmo que essa otimização aconteça por um único código fonte).

Além disso, ao passar dos anos as expectativas dos usuários de aplicativos aumenta muitoe é comum que os consumidores esperem que um novo aplicativo seja compatível com todos os sistemas operacionais e cada vez mais rápido. Em virtude disso, o produtor de um aplicativo multiplataforma tem a desvantagem de necessitar aguardar a atualização do Sistema Operacional do aparelho, depois aguardar a atuaização da ferramenta/plataforma de criação de apps multiplataforma, de uma forma que podem dificultar e atrasar a criação de novos aplicativos multiplataformas.

Para desenvolvedores: Qual caminho seguir?

Em contraponto os aplicativos nativos ainda continuam sendo produzidos, pois eles, na maioria das vezes, funcionam bem para o sistema que são produzidos. Após a contratação de especialistas é possível montar um aplicativo nativo do zero e com a interface desejada, claramente por conta das contratações, o custo para desenvolver esse tipo de aplicativo é maior.

Além disso, como já citado, esses aplicativos apresentam uma sintonia boa com os outros aplicativos do smartphone do usuário e normalmente apresentam menos “bugs”. Existe uma grande discussão se é melhor desenvolver apenas um aplicativo multiplataforma ou vários nativos (mais comumente para Android e iOS), e tudo depende da utilidade do aplicativo.

Por exemplo, o aplicativo de transporte urbano Uber está disponível em vários sistemas operacionais e é um aplicativo nativo, ou seja, existe uma versão do aplicativo para cada sistema, o que garante uma performance melhor, que é extremamente necessária pelo aplicativo. O aplicativo Ribs, da empresa Uber, seria a tentativa de disponibilizar uma versão multiplataforma do aplicativo Uber, mas ainda está em desenvolvimento.

No caso do Uber é muito necessário que o aplicativo funcione rapidamente, pois diversas pessoas dependem das funcionalidades do aplicativo para conseguirem embarcar em viagens. Entretanto, quando um aplicativo não oferece um serviço como esse, os desenvolvedores podem acabar optando por um aplicativo multiplataforma, mesmo que ele possa ter seus problemas pontuais.

Atualmente, as empresas que querem ter seus próprios aplicativos encontram-se nesse dilema: apostar no desenvolvimento de dois aplicativos nativos ou apenas um multiplataforma.

Curiosidade: Você sabe quais foram os aplicativos de celular mais baixados em outubro de 2021?

De acordo com o senso da empresa SensorTower, o TikTok foi o aplicativo mais baixado na avaliação geral de outubro. Essa rede social é um exemplo de aplicativo que está crescendo muito, e rapidamente. O TikTok é uma plataforma que possuí uma identidade visual muito forte, e que possuí diversas aplicações e atualizações para o usuário.

Além disso, os organizadores da plataforma apoiam nos criadores de sua rede constantemente, por exemplo, existe um programa de apoio para criadores negros na plataforma, onde eles proporcionam o networking desses criadores com profissionais negros que possam apoiá-los no crescimento de seus perfis. Legal, não é? 😎

Dê uma olhada nessa tabela linda:

Por SensorTower

Para desenvolvedores: Ferramentas para produzir aplicativos multiplataformas

Existem diversas ferramentas que ajudam os criadores na produção de novos aplicativos multiplataformas. Algumas das mais famosas são as seguintes: Xamarin, React Native e Flutter. Essas ferramentas podem estar disponíveis nos computadores e smartphones.  Vem dar uma olhada nas vantagens e desvantagens de cada uma:

Nome da ferramentaVantagensDesvantagens
Xamarin– O desenvolvimento de apps pelo Xamarin conta com o uso de programação em C#, por conta disso, ele funciona bem nos sistemas Android e iOS;
– O Xamarin possuí mais de 60.000 contribuidores de mais de 3,700 empresas, ou seja, a ferramenta possuí uma forte comunidade;
– Até 75% do código base pode ser compartilhado entre plataformas.  
– O Xamarin tem um custo para as empresas. Pessoas físicas podem usar a ferramenta gratuitamente, mas as empresas precisam pagar uma licença chamada Microsoft’s Visual Studio para usar a ferramenta;
– O Xamarin não é muito indicado para a criação de aplicativos que usam gráficos pesados durante seus funcionamentos. Cada smartphone possuí um método diferente de transmitir o conteúdo nas telas e os UX (User Experience) e UI (User Interface) da ferramenta precisam de implementações, para que aplicativos bonitos sejam criados;
– A ferramenta não possuí materiais instrucionais suficientes, por conta disso, os programadores podem não conseguir sanar dúvidas durante a criação dos apps;
– Para criar as interfaces dos novos aplicativos é necessário fazê-las no computador.  
React Native– Até 80% do código base pode ser compartilhado entre plataformas (dependendo da complexidade do aplicativo);
– O React Native oferece visualizações prévias do projeto, o que salva tempo para os criadores do aplicativo;
– Função ” Hot reloading” permite usuários verem, em segundos, mudanças que foram feitas nos códigos;
– O React Native conta o UI (User Interface) para renderizar uma interface agradável;
– Oferece permissão para o uso de outros aplicativos, como os aplicativos nativos fazem. Ou seja, é possível acessar aplicativos como a câmera do próprio celular pelo aplicativo criado.
– A plataforma não foi construída com conjunção entre o Android e o iOS, por conta disso, é comum que ele trave em certos momentos;
– Existe falta de novas atualizações para a plataforma;
– A React Native acelera o processo de desenvolvimento, mas aumenta a duração de conserto de bugs.    
Flutter– Função ” Hot reloading” permite usuários verem, em segundos, mudanças que foram feitas nos códigos;
– Ótima ferramenta para desenvolvimento de MVP (a criação do protótipo do aplicativo);
– O Flutter é baseado em uma linguagem de programação chamada Dart, que muitos programadores acham intuitiva;
– O Flutter possuí diversos widgets para a tela inicial dos celulares Android e IOS.  
–  Existe uma limitação para a transmissão dos aplicativos para TVs, o Flutter não oferece suporte para TVs Android e da Apple;
– Os aplicativos criados costumam pesar mais de 4MB, isso acontece pois os widgets disponibilizados não são do sistema operacional, mas sim do próprio aplicativo.    

E aí, o que achou do conteúdo? Que caminho você acha melhor seguir?

Muito obrigado pela leitura e conte conosco para mais posts sobre o mundo das notas fiscais, negócios, empreendedorismo e tecnologia 😍

Tópico relacionado: O que é UX e UI?: https://www.linkedin.com/posts/invoisyssistemas_o-que-%C3%A9-ux-e-ui-activity-6857026801659600896-N4hb

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